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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Luxa completa um ano no comando do Flamengo





Há exatamente um ano, o "profexô" Vanderlei Luxemburgo assumia pela terceira vez o posto de técnico do Flamengo com o desafio de afastar o time da temida zona de rebaixamento e retomar o próprio prestígio profissional de outrora, já que vinha de um período conturbado no Atlético Mineiro. Desde o dia 7 de outubro de 2010, quando enfrentou o Atlético Goianiense pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, já foram 67 jogos com 32 vitórias, 26 empates e 9 derrotas. O aproveitamento é de 60,7%. No entanto ele já soma 165 jogos pelo clube, tendo outras duas passagens pela Gávea: 1991 (52 jogos) e 1995 (46 jogos).

O último treinador a completar um ano no comando do rubro-negro havia sido Ney Franco, que esteve lá entre 24 de maio de 2006 e 29 de julho de 2007. Foram 75 jogos nesse período, sendo um deles com o seu auxiliar Moacir Pereira. O último a estar à frente do Flamengo durante um Campeonato Brasileiro inteiro, o que Luxemburgo está bem próximo de repetir, foi Caio Júnior, hoje no rival Botafogo. Isso foi em 2008. No entanto, para buscar o último técnico que esteve um ano inteiro na Gávea é preciso ir um pouco mais longe.

Em meio a alta ebulição política e técnica do clube, com pressão por grandes resultados sempre, é difícil se manter por muito tempo no posto. Até Vanderlei já sofreu com críticas, principalmente pelos 10 jogos sem vencer neste Brasileiro. Foi em 1996, ainda com jogadores como Ronaldão, Mancuso e Djair no time, além dos craques Sávio e Romário é que Joel Santana se manteve firme por 79 jogos, entre 20 de janeiro e 24 de novembro, quando se despediu do Campeonato Brasileiro. Dois jogos do time nesse ano, válidos pelo Troféu Naranja da Espanha, foram comandados por Valinhos, então auxiliar de Joel.     

Leonni Pissurno

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sete cariocas na Seleção: última vez foi em 1989

Charles, craque do Bahia, marcou dois gols/ Arquivo Jornal do Brasil
Além dos bons desempenhos de Jefferson, Cortês e Lucas no jogo contra a Argentina que valeu a taça do Superclássico das Américas, um outro ponto chamou atenção no jogo. Por 12 minutos, entre os 28 e 40 do segundo tempo, a Seleção Brasileira chegou a contar com sete jogadores de clubes cariocas contra três de São Paulo e um de Minas Gerais. Foi preciso buscar longe a última vez que isso aconteceu em um selecionado nacional. Foi em 1989.

Em 10 de maio daquele ano, em amistoso contra o Peru, o então técnico Sebastião Lazaroni colocou em campo quatro jogadores do Vasco, que foi o seu último time antes de chegar ao posto maia cobiçado do Brasil. O time era: Acácio (Vasco); Jorginho (Flamengo), Marcelo Djian (Corinhthians) (depois Mauro Galvão - Botafogo), André Cruz (Ponte Preta) e Mazinho (Vasco); Zé do Carmo (Vasco) (depois Cristóvão - Grêmio), Bismarck (Vasco) e Bobô (São Paulo) (depois Zé Carlos - Bahia); Bebeto (Flamengo), Charles (Bahia) (depois Vivinho - Vasco) e Zinho (Flamengo) (depois Edu Manga - Palmeiras). Os gols foram marcados por Charles, duas vezes, Zé do Carmo e Bebeto.

Eram outros tempos, quando montar uma seleção só com jogadores daqui ainda era possível. E o Bahia e a Ponte Preta ainda cediam jogadores de qualidade para o escrete canarinho. Destaques para o goleiro Acácio, que despontou no Serrano, e para o volante Cristóvão, que hoje é o técnico do Vasco. O técnico do Peru na ocasião era Pepe, craque das décdas de 50 e 60, do ataque santista de Pelé.