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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Nem endiabrado conduz o Flu a mais uma vitória suada. Faltam 10 pontos para o tetra

Nem brilha e Flu dá passo importante rumo ao tetra.


O torcedor do Fluminense mais uma vez esteve à beira de um ataque cardíaco. Foi um jogo sofrido, uma vitória suada nesta quarta-feira (24), em jogo realizado no Engenhão. Assim vem sendo todos os jogos do líder do campeonato, que mantém a frieza e quase mata o próprio torcedor. O time de Abel Braga abriu o placar no primeiro tempo com Welington Nem, que se aproveitou de um passe errado do atacante Deivid, que recuou mal a bola para a defesa. Nem partiu com a bola roubada, se livrou da falta de escudeiro e chutou para morrer no fundo da rede.

Veio o segundo tempo e o tricolor recuou, como sempre faz. Dessa vez a lentidão do Coritiba, o erro no passe final do time paranaense e as finalizações ruins deixaram o torcedor tricolor mais tranquilo, pelo menos na primeira metade do segundo tempo. Mas aos poucos o Coritiba foi se acertando e começou a levar perigo ao gol de Diego Cavalieri que teve que fazer intervenções importantes.

Mas a noite era de Wellington Nem. O velosíssimo atacante do time das Laranjeiras estava endiabrado. Em um arrancada pela esquerda, Nem viu Thiago Neves se posicionar na outra ponta livre, o camisa 18 puxou para a linha de fundo e tocou por cobertura, com precisão para o camisa 10 tricolor só empurrar de cabeça para o gol. 2 a zero e jogo mais tranquilo, certo? Não.

O Coritiba não desistiu e veio com tudo para cima dos donos da casa. De bicicleta o lateral-direito Bruno tirou em cima da linha o que seria o primeiro gol do Fluminense. Cavalieri teve de fazer grandes defesas. "Mas água mole e pedra dura tanto bate até que fura", assim diz o ditado e assim foi na iniciativa do Coxa. De tanto insistir acabou estufando a rede do time carioca. Após Deivid finalizar e Cavalieri fazer grande defesa, Everton Ribeiro foi mais caprichoso na finalização e chutou no alto, no canto, sem chance para o goleiro tricolor.

Eram 35 minutos do segundo tempo. 2 a 1 no placar. O Coritiba com maior posse de bola e um domínio de jogo absurdo. O Flu sentiu o golpe e não tinha mais em campo o meia Deco que saiu machucado. O substituto Wagner entrou e em seguida se machucou. Diguinho que entrou no lugar de Wagner não conseguiu ajudar Carlinhos a fechar a avenida aberta no lado esquerdo da defesa do Flu. Thiago Neves estava exausto e deu lugar a Rafael Sobis. E o técnico do time paranaense sentiu o melhor momento e colocou mais dois atacantes em campo. 

Parecia que o Coxa ia conseguir igualar o marcador. Parecia, mas mais uma vez a frieza do time tricolor conseguiu garantir os três pontos. Como? Esfriando a pressão do Coritiba mantendo a bola do minuto 41 ao 45 no campo de defesa do adversário.

Mas a emoção e o coração do torcedor tricolor tiveram de suportar até o último minuto da prorrogação. Aos 47 minutos e trinta segundos do segundo tempo (o jogo acabaria nos 48 minutos) escanteio para o Coxa. Bate e rebate na área e a bola parou nas mãos de Diego Cavalieri que chutou apenas para ouvir o apito final do árbitro.

Agora o tricolor respira aliviado. São mais três pontos que deixaram o Flu, na 33ª rodada com um ponto a mais do que conquistou no título de 2010 (72 agora contra 71 daquele ano, à frente também do Corinthians campeão de 2011 que somou os mesmo 71 pontos). São 9 pontos à frente do Atlético-MG, que pega o Flamengo na próxima quarta-feira (31) em Minas e que tem agora a pressão de descontar a diferença aberta pelo tricolor.  

No caminho que precisa trilhar rumo ao título, o tricolor carioca já subiu um degrau. Como previ na matéria que postei sobre a briga pelo título, não seria nem um pouco fácil vencer o Coxa que não perdia a seis jogos e não vende barato uma derrota (se bem que, se tratando do Fluminense, nenhum jogo tem sido fácil). 

Antes do jogo contra o Coritiba, precisava somar 13 pontos (nos 18 possíveis) para não ter de se importar com o que Galo venha a fazer daqui para frente. Com 13 pontos o Flu chega aos 82 e, mesmo que o galo some 18, será matematicamente campeão. Agora faltam 10 pontos. Pela frente o tricolor carioca terá o São Paulo. Mas o jogo da 34ª rodada só acontece no próximo domingo (4) e será realizado em São Paulo.

Abs,
Vinícius Ferreira
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fla-Flu pode ser adiado por causa de show de Justin Bieber





















O show do cantor canadense Justin Bieber marcado para acontecer no final de semana dos dias 8 e 9 pode adiar o um dos mais esperados Fla-Flus dos últimos anos. Além do jogo Botafogo e Bahia. A apresentação de Bieber será no Engenhão.


Vai ter torcedor reclamando, questionando a cessão do espaço para a apresentação do ídolo adolescente. Mas, deixando de lado a questão do gosto musical, alguém já parou para pensar no quanto custa manter o Engenhão funcionando?


Segundo o presidente do Botafogo, o gasto médio é de R$ 400 mil reais por mês. E quem pensa que ingresso de jogo por si só paga essa quantia, não se iluda. Pagaria com folga e com um bom lucro, se o Bota e os demais times que usam o Engenhão, tivessem a média de público que o Manchester United tem em sua casa, o Old Tradfor. média de 74 mil pagantes em todos os jogos da temporada. Detalhe, a ocupação máxima do estádio é de 76mil.


Não é essa a realidade do Engenhão e de tantos outros estádios brasileiros. Se o jogo é no meio da semana, as arquibancadas ficam as moscas. Se o time vai mal das pernas então.... ihhhh  melhor nem pensar.


E como se paga essas contas? Tornando o estádio uma arena multi-uso. Esse tem sido o modelo mais sustentavel encontrado no país e em outros continentes também. Para se ter uma idéia, com o Show do Paul McCartney em maio desse ano, o Botafogo faturou em um final de semana, o que não levaria em 15 jogos de casa cheia.


E alguém tem dúvida de que os shows do canadense vão ser muito rentáveis? Alguém assistiu as matérias nos telejornais com as fãs estéricas se matando nas filas para comprar ingresso (não importando quan.to estava custando).


O futebol do Rio evoluiu muito nos últimos anos. O Fla e o Flu são os atuais campeões brasileiros (2009 e 2010), ambos retornaram à Libertadores após anos de ausência. Esse ano então a coisa ficou ainda melhor. O Vasco foi campeão da Copa do Brasil e já garantiu presença na edição 2012 da Libertadores. E o que falar da participação dos cariocas no Brasileirão 2011? Todos na briga pela ponta da tabela. 


Só é uma pena, que essa evolução só se dá dentro das quatro linhas. Fora de delas, o que se vê é falta de estrutura e uma modernização que caminha a passos muito lentos. O que falar dos ratos dos vestiários das Laranjeiras?


Att, 
Vinícius Ferreira