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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Torcida Jovem do Flamengo proibida de ir a Estádios




A Torcida Jovem do Flamengo, a partir de hoje (28) não vai poder frequentar os estádios de futebol de todo o país por um período de seis meses. A decisão foi anunciada pelo promotor de Justiça Pedro Rubim Borges Fortes, da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte.

A medida atende ao que determina o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre Ministério Público Estadual, o Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios (Gepe) e a Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro.

A decisão decorre do envolvimento de integrantes da Torcida Jovem na morte do torcedor, do clube Vasco da Gama, Diego Leal, de 30 anos, ocorrida em Tomás Coelho, na zona norte do Rio, antes do jogo Flamengo e Vasco, dia 19 de agosto, pelo campeonato brasileiro. O descumprimento da medida implicará em multa de R$ 5 mil, além de novas suspensões.

Ao admitir o banimento por seis meses e assinar o compromisso, a torcida organizada evitou o ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP), que poderia resultar em seu banimento por até três anos, de acordo com o Estatuto do Torcedor.



O promotor Borges Fortes declarou que a iniciativa objetiva “contornar uma situação de crise”. Admitiu, no entanto, que seria meramente especulativa a convicção de que “a medida acabará com os atos de violência envolvendo torcidas de times rivais”, disse. “Mas gostaria de acreditar que isso vai servir para conscientizar as torcidas”, completou.
Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tragédia: morte de Wheldon na F-Indy e evolução da segurança pós-Senna



O acidente foi impressionante e infelizmente teve o piloto inglês como vítima. Assita o vídeo:



A morte de Dan Wheldon trouxe de volta a face de uma realidade triste no automobilismo. Ver esses super pilotos dirigindo acima dos 300km/h parece fácil, mas é quando um acidente, como o que vitimou Dan, neste domingo (16), na pista de Las Vegas, acontece é que temos a noção do quanto é necessário ser sobre humano para estar neste esporte, onde perícia e coragem são fundamentais diante da fragilidade dos carros e sobretudo da vida.

A morte, no esporte, assusta, faz reavaliar o porquê de se estar fazendo aquilo e se "aquilo" está sendo feito do jeito certo. Tinha acabado de assistir o documentário sobre a vida de Senna, quando fiquei sabendo da morte de Wheldon. No documentário, após o trecho da morte de Ayrton, é destacado que, na F1, desde a tragédia do final de semana em Ímola, 1994, nenhum piloto morreu na categoria. Houve acidentes graves, mas nenhum com vítima fatal.

Se teve algum "beneficiado(a)" com a morte de Senna, se é que a expressão cabe nesse contexto, foi a nova geração de pilotos, que passou a conviver com uma F1 cada vez mais segura, (ou pelo menos) cada vez mais obcecada por segurança. 

Os carros são, hoje, praticamente indestrutíveis. O Acidente sofrido por Kubica, quando ainda pilotava para a BMW Sauber, no GP do Canadá (2007) é um exemplo claro dessa evolução em termos de segurança. Apesar da forte batida (muito mais violenta do que a que matou Senna), a célula de sobrevivência permaneceu intacta e Kubica saiu, surpreendentemente, vivo. Assista o vídeo abaixo:



A tragédia de ontem, faz voltar a pensar em segurança e em maneiras de tornar o esporte ainda mais seguro. É claro que o automobilismo está mais seguro do que foi a quase 20 anos atrás, mas ainda acontecem mortes e é necessário evoluir mais e mais. 

Se a F1 fez a lição de casa, outras categorias devem fazer o mesmo. O acidente de Wheldon (que foi uma fatalidade) serve para mostrar que a F-Indy ainda tem que melhorar segurança para evitar novas mortes. Que o sacrifício de Dan, assim como o de Senna, sirva para o benefício de muitos.




Abs,
Vinícius Ferreira


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