Mostrando postagens com marcador Senna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Senna. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2012

Vettel quebra hegemonia da McLaren e está atrás apenas de Schumacher e Senna em número de poles




Há duas semanas atrás, quando a Red Bull venceu em Cingapura a equipe dava mostras de que estava se recuperando no campeonato. Tudo bem que Vettel contou com a sorte do problema mecânico de Lewis Hamilton, mas a confirmação veio neste final de semana em Suzuka, no Japão. Depois de Mark Webber ter dominado as sessões de treino nesta sexta-feira (5), foi a vez de Vettel mostrar que a atual bicampeão da categoria ainda pode continuar na briga em 2012.

No lado pessoal, Vettel pode se beneficiar com as melhorias do carro. Cotado como gênio, nas últimas duas temporadas. "O novo Senna", "O novo Schumacher"!... Ficou ofuscado nessa temporada com um carro não tão bom assim. Prova de que ninguém faz milagre na F1 e que ninguém é campeão sem um carro minimamente competitivo. Milagre é o que Alonso vem fazendo em se manter na liderança do campeonato, sendo que a pelo menos quatro grandes prêmios a Ferrari não vem se mostrando competitiva o suficiente nem para ficar no pódio.

Com 1m30s839, o bicampeão superou o companheiro Mark Webber por pouco mais de dois décimos e assegurou a 34ª pole da carreira, assumindo a terceira posição do ranking histórico da F-1, atrás apenas de Michael Schumacher (68) e Ayrton Senna (65).

Após ter o melhor carro nas últimas provas, a McLaren teve sua sequência de quatro poles interrompida neste sábado. E o desempenho da equipe esteve longe de ser satisfatório: Jenson Button marcou o terceiro tempo, mas a equipe precisou trocar seu câmbio antes do fim de semana e ele acabou punido: vai largar apenas em sétimo. Já Lewis Hamilton, terceiro colocado no campeonato, conseguiu apenas o nono tempo. O inglês culpou uma mudança errada no acerto após o terceiro treino livre, que deixou o carro saindo muito de traseira. É um duro golpe nas chances de título do campeão da temporada 2008, que vai sair três posições atrás do rival Alonso, atual líder do campeonato. Agora é tentar consertar o erro e ganhar posições na largada em Suzuka.

Confira o grid de largada completo:

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m30s839
2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m31s090
3 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m31s700
4 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - 1m31s989
5 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - 1m32s022
6 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m32s114
7 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m31s294 *
8 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - 1m32s208
9 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m32s327
10 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m32s293
11 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m32s327
12 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - 1m32s512
13 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m32s625
14 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - 1m32s954
15 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - sem tempo *
16 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - 1m33s405
17 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - 1m34s657
18 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - 1m35s213
19 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - 1m33s368 ***
20 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - 1m35s385
21 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - 1m35s429
22 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - 1m35s432
23 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m32s469 **
24 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - 1m36s734

_________________________________________________________________________________________________

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Kimi Raikkonen e mais um... Quem paga mais?




Kimi Raikkonen está de volta à Fórmula-1 para correr pela Lotus-Renault. O homem de gelo está de volta!? E daí? Não acho nada excepcional. Não esperem que ele  volte pilotando em alto nível. Schumacher que era um piloto muito melhor que o Finlandês ficou dois anos fora e quando voltou estava irreconhecível, toma uma surra do companheiro de equipe e faz uma barbeiragem atrás da outra.

A volta do campeão de 2007 mexe muito mais com a dança das cadeiras de 2012 do que com o espetáculo em si. Com o anuncio desta terça-feira (29), apenas uma vaga fica em aberto na Lotus-Renault. O finlandês de 32 anos vai correr pela escuderia francesa nos próximos dois anos. Assim, o brasileiro bruno Senna terá de disputar a vaga com Vitaly Petrov, Romain Grosjean. Ainda assim uma vaga que não deve durar uma temporada inteira, já que o retorno de Kubica ao posto de de titular é certo, caso ele se recupere da lesão causada pelo acidente. 

A esperança para qualquer um dos três é torcer pela desgraça alheia. Ou a não recuperação de Kubica ou um desempenho tão pífio de Raikkonen, que obrigue a equipe a rescindir o contrato com o Finlandês (assim como aconteceu com Heidfeld esse ano).

Senna

As chances do brasileiro se fiam em bases muito frágeis. É certo que a equipe gostou do trabalho do brasileiro e vê talento em Bruno. Além disso, tem a reedição da combinação Senna+Lotus, o que é um marketing muito interessante. Mas, no círculo da F1, se você não é grande e ganha as corridas, precisa de verba para pagar as contas. E, infelizmente, mais da metade das vagas na F1 dão lugar ao dinheiro e não ao talento. A menos que Bruno consiga um patrocinador forte, que invista pesado no piloto, as chances são pequenas.

Petrov

Se o negócio é dinheiro, Petrov é quem corre na frente. O piloto russo tem um forte patrocínio de seu país. E não há dúvida de que esse foi seu passaporte para a F1, afinal, tomar surra de Bruno Senna, um piloto novato, que entrou no meio da temporada, é vergonhoso. Mas se ficar com a vaga vai ser apenas pela grana.

Grosjean

Esse conta com a nacionalidade francesa e um possível interesse da montadora em ver um francês de volta ao cockpit de um F1. Mas, se fosse o caso, não teriam feito a promoção do Bruno no meio do ano. Então aco remota a possibilidade. Claro que o dinheiro (sempre ele na questão) pode decidir a questão.

Kubica

Esse tem vaga certa. O único que volta pelo talento. Claro que uma aposta em Bruno (sem um patrocinador milionário) também seria uma aposta no talento. 

Indiretamente quem se deu bem com a disputa foi o outro Brasileiro: Rubens Barrichello. Ele tinha a vaga na Willians incerta (e ainda tem), mas a coisa ficou um pouco melhor. Dinheiro a Willians já tem, este vem de Pastor Maldonado, bancado pela estatal Venezuelana PDVSA. É óbvio que esse é o único motivo de um piloto tão medíocre estar na F1. Então o que falta? Mais dinheiro. A Willians quer voltar a ser grande, mas ainda precisa de verba para isso. Trazer Raikkonen podia atrair um bom patrocínio. O trunfo de Rubinho é a experiência (isso Raikkonen também traria à equipe junto com o dinheiro). 

Quem ainda pode ameaçar a vigésima temporada de Barrichello seria Adrian Sutil (o que acho improvável, a menos que tenha muita grana envolvida). Piloto por piloto sou mais o Rubinho (não tem comparação). Outro ameaça agora poderia ser Bruno Senna. Caso não consiga a vaga na Lotus, um bom patrocínio aliado ao talento que já demonstrou seriam boas credenciais (Além de mais um uso de marketing do nome Senna, novamente Senna+Willians).  

Seis campeões na mesma temporada

Com o retorno de Raikkonen, o Mundial de Fórmula-1 terá pela primeira vez na história seis campeões no grid. Além do finlandês, estarão na pista, o heptacampeão Michael Schumacher (Mercedes), os bicampeões Fernando Alonso (Ferrari) e Sebastian Vettel (RBR) e os campeões Lewis Hamilton (McLaren) e Jenson Button (McLaren).

Abs,
Vinícius Ferreira



_________________________________________________________________________________________________

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Brasileiros farão homenagem ao tri de Senna em Interlagos




Último campeão brasileiro na Fórmula 1, Ayrton Senna continua vivo na memória dos torcedores da Fórmula 1. E durante o fim de semana, em Interlagos, ele estará vivo também na cabeça dos pilotos brasileiros da categoria. 

Sem querer, Bruno Senna acabou se antecipando ao próprio Barrichello, que anunciaria no Twitter um capacete diferente para o GP do Brasil. Felipe Massa também deve lembrar Ayrton Senna de alguma forma em se equipamento, mas ainda não há confirmação sobre o tipo de homenagem que o piloto da Ferrari fará ao tricampeão.

Abs.
Vinícius Ferreira


_________________________________________________________________________________________________

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Em busca dos records: Vettel pode bater Mansell e Schumacher






Campeão mundial por antecipação, Sebastian Vettel disputará as duas últimas etapas do campeonato em busca de novos recordes. Caso volte a ganhar no próximo domingo, no GP de Abu Dhabi, o alemão de 24 anos igualará a marca de 13 vitórias em uma só temporada, obtida pelo seu compatriota Michael Schumacher, em 2004.


Mais jovem bicampeão da história da categoria, façanha obtida em 2011 depois de o espanhol Fernando Alonso ser bicampeonato em 2006, aos 25 anos, Vettel também mira o recorde de poles em uma só temporada. Ao sair no primeiro posto do grid no GP da Índia, ele igualou as 13 poles obtidas por Ayrton Senna (em 1988 e 1989) e Alain Prost (em 1993). O inglês Nigel Mansell, com 14 conquistadas em 1992, é o recordista geral em um só ano, mas o piloto da Red Bull pode igualar ou mesmo superar (podendo chegar a 15 poles) a marca até o final desta temporada, que, além da prova de Abu Dhabi, contará com o GP Brasil para fechar o ano.

Soberano nesta temporada, Vettel soma 374 pontos, enquanto o vice-líder Jenson Button, da McLaren, tem 240 e trava uma disputa paralela pelo vice-campeonato com Fernando Alonso, da Ferrari, Mark Webber, da Red Bull, e Lewis Hamilton, da McLaren, que possuem 227, 221 e 202 pontos, respectivamente.


Se ela ainda não está no 'top five' dos melhores pilotos da história, no mínimo é um fenômeno e mostra que tem tudo para superar grandes nomes da F1. Não dá pra negar que o Alemão é muito bom.  


Abs,
Vinícius Ferreira


_________________________________________________________________________________________________

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carros da F1 podem virar "caças" após acidente que vitimou de Wheldon na F-Indy



Após o acidente que vitimou o britânico Dan Wheldon, a Federação Internacional de Automobilismo (Fia) voltou a discutir a possibilidade de um cockpit coberto. Em maio deste ano um teste foi comandado pela entidade, com supervisão do presidente Jean Todt. Esse teste foi motivado pelo incidente com Massa, que atingido por uma peça (uma mola que soltou do carro de Barrichello, no GP da Hungria, em 2009), teve ferimento grave na cabeça e correu risco de vida (na foto acima está um protótipo desenhado por Adrian Newey).

Massa é atingido por uma mola que se desprendeu do carro de Barrichello no GP da Hungria, em 2009.

A proteção discutida na F1 é baseada na mesma tecnologia utilizada nos caças, que se saiu melhor do que a tentativa de usar uma cobertura de policarbonato simples. abaixo o vídeo do teste realizado em maio.




O "canopy", como é conhecida na aeronáutica, a cobertura do cockpit dos caças, ainda é uma discussão polêmica na categoria.                                                                                                                                                                                                                Dificuldades como alegam a dificuldade de retirar a cobertura em um eventual resgate dos pilotos, a condensação do ar interno (que poderia embaçar a cobertura) e o reflexo do sol como empecilhos para o novo acessório.

Mas se driblar todas essas discussões e for realmente implementado, não pensem que o acessório é novidade na categoria. Pesquisando, acabei encontrando a foto do carro da Brabham de 1967. O BT-19, que deu o título de pilotos ao neozelândes Denny Hulme naquele ano, foi pilotado em um teste (na foto ao lado) por Jack Brabham (em Monza). Ele contava com o acessório, que acabou não vingando.

Adotar o cockpit coberto seria uma medida inteligente. A 300km/h uma pedrinha atingindo um capacete é como se fosse um tiro à queima roupa, imagina uma mola de 1kg (que atingiu Massa na Hungria) ou um Pneu de quase 20kg (que atingiu Senna em Ímola). 


Abs,
Vinícius Ferreira

_________________________________________________________________________________________________

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tragédia: morte de Wheldon na F-Indy e evolução da segurança pós-Senna



O acidente foi impressionante e infelizmente teve o piloto inglês como vítima. Assita o vídeo:



A morte de Dan Wheldon trouxe de volta a face de uma realidade triste no automobilismo. Ver esses super pilotos dirigindo acima dos 300km/h parece fácil, mas é quando um acidente, como o que vitimou Dan, neste domingo (16), na pista de Las Vegas, acontece é que temos a noção do quanto é necessário ser sobre humano para estar neste esporte, onde perícia e coragem são fundamentais diante da fragilidade dos carros e sobretudo da vida.

A morte, no esporte, assusta, faz reavaliar o porquê de se estar fazendo aquilo e se "aquilo" está sendo feito do jeito certo. Tinha acabado de assistir o documentário sobre a vida de Senna, quando fiquei sabendo da morte de Wheldon. No documentário, após o trecho da morte de Ayrton, é destacado que, na F1, desde a tragédia do final de semana em Ímola, 1994, nenhum piloto morreu na categoria. Houve acidentes graves, mas nenhum com vítima fatal.

Se teve algum "beneficiado(a)" com a morte de Senna, se é que a expressão cabe nesse contexto, foi a nova geração de pilotos, que passou a conviver com uma F1 cada vez mais segura, (ou pelo menos) cada vez mais obcecada por segurança. 

Os carros são, hoje, praticamente indestrutíveis. O Acidente sofrido por Kubica, quando ainda pilotava para a BMW Sauber, no GP do Canadá (2007) é um exemplo claro dessa evolução em termos de segurança. Apesar da forte batida (muito mais violenta do que a que matou Senna), a célula de sobrevivência permaneceu intacta e Kubica saiu, surpreendentemente, vivo. Assista o vídeo abaixo:



A tragédia de ontem, faz voltar a pensar em segurança e em maneiras de tornar o esporte ainda mais seguro. É claro que o automobilismo está mais seguro do que foi a quase 20 anos atrás, mas ainda acontecem mortes e é necessário evoluir mais e mais. 

Se a F1 fez a lição de casa, outras categorias devem fazer o mesmo. O acidente de Wheldon (que foi uma fatalidade) serve para mostrar que a F-Indy ainda tem que melhorar segurança para evitar novas mortes. Que o sacrifício de Dan, assim como o de Senna, sirva para o benefício de muitos.




Abs,
Vinícius Ferreira


_________________________________________________________________________________________________

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nostalgia...



Assistir o Grand Premio de Spa-Francochamps nesse final de semana se não foi divertido para quem esperava um bom resultado dos brasileiros, foi no mínimo nostálgico para os que acompanha a F1 há mais tempo. Ver o capacete amarelo, azul e verde de Bruno Senna (mesmo que com uma disposição de cores diferente) pilotando o carro preto e dourado, foi uma volta no tempo. Pelo menos até a largada.



Bruno nunca vai ser o que o tio foi. Ele é apenas o sobrinho de Senna. Ele não é Ayrton. Pode até (quem sabe) vir a se tornar um gênio. 

Mas já é pelo menos um prodígio pela idade que começou a pilotar monoposto e a transição rápida para a principal categoria do automobilismo (claro que o nome abriu muitas portas). Mas, enfim... pelo menos é legal vê-lo na pista com o carro da Lotus.



Abs,
Vinícius Ferreira