Mostrando postagens com marcador F-Indy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador F-Indy. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carros da F1 podem virar "caças" após acidente que vitimou de Wheldon na F-Indy



Após o acidente que vitimou o britânico Dan Wheldon, a Federação Internacional de Automobilismo (Fia) voltou a discutir a possibilidade de um cockpit coberto. Em maio deste ano um teste foi comandado pela entidade, com supervisão do presidente Jean Todt. Esse teste foi motivado pelo incidente com Massa, que atingido por uma peça (uma mola que soltou do carro de Barrichello, no GP da Hungria, em 2009), teve ferimento grave na cabeça e correu risco de vida (na foto acima está um protótipo desenhado por Adrian Newey).

Massa é atingido por uma mola que se desprendeu do carro de Barrichello no GP da Hungria, em 2009.

A proteção discutida na F1 é baseada na mesma tecnologia utilizada nos caças, que se saiu melhor do que a tentativa de usar uma cobertura de policarbonato simples. abaixo o vídeo do teste realizado em maio.




O "canopy", como é conhecida na aeronáutica, a cobertura do cockpit dos caças, ainda é uma discussão polêmica na categoria.                                                                                                                                                                                                                Dificuldades como alegam a dificuldade de retirar a cobertura em um eventual resgate dos pilotos, a condensação do ar interno (que poderia embaçar a cobertura) e o reflexo do sol como empecilhos para o novo acessório.

Mas se driblar todas essas discussões e for realmente implementado, não pensem que o acessório é novidade na categoria. Pesquisando, acabei encontrando a foto do carro da Brabham de 1967. O BT-19, que deu o título de pilotos ao neozelândes Denny Hulme naquele ano, foi pilotado em um teste (na foto ao lado) por Jack Brabham (em Monza). Ele contava com o acessório, que acabou não vingando.

Adotar o cockpit coberto seria uma medida inteligente. A 300km/h uma pedrinha atingindo um capacete é como se fosse um tiro à queima roupa, imagina uma mola de 1kg (que atingiu Massa na Hungria) ou um Pneu de quase 20kg (que atingiu Senna em Ímola). 


Abs,
Vinícius Ferreira

_________________________________________________________________________________________________

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tragédia: morte de Wheldon na F-Indy e evolução da segurança pós-Senna



O acidente foi impressionante e infelizmente teve o piloto inglês como vítima. Assita o vídeo:



A morte de Dan Wheldon trouxe de volta a face de uma realidade triste no automobilismo. Ver esses super pilotos dirigindo acima dos 300km/h parece fácil, mas é quando um acidente, como o que vitimou Dan, neste domingo (16), na pista de Las Vegas, acontece é que temos a noção do quanto é necessário ser sobre humano para estar neste esporte, onde perícia e coragem são fundamentais diante da fragilidade dos carros e sobretudo da vida.

A morte, no esporte, assusta, faz reavaliar o porquê de se estar fazendo aquilo e se "aquilo" está sendo feito do jeito certo. Tinha acabado de assistir o documentário sobre a vida de Senna, quando fiquei sabendo da morte de Wheldon. No documentário, após o trecho da morte de Ayrton, é destacado que, na F1, desde a tragédia do final de semana em Ímola, 1994, nenhum piloto morreu na categoria. Houve acidentes graves, mas nenhum com vítima fatal.

Se teve algum "beneficiado(a)" com a morte de Senna, se é que a expressão cabe nesse contexto, foi a nova geração de pilotos, que passou a conviver com uma F1 cada vez mais segura, (ou pelo menos) cada vez mais obcecada por segurança. 

Os carros são, hoje, praticamente indestrutíveis. O Acidente sofrido por Kubica, quando ainda pilotava para a BMW Sauber, no GP do Canadá (2007) é um exemplo claro dessa evolução em termos de segurança. Apesar da forte batida (muito mais violenta do que a que matou Senna), a célula de sobrevivência permaneceu intacta e Kubica saiu, surpreendentemente, vivo. Assista o vídeo abaixo:



A tragédia de ontem, faz voltar a pensar em segurança e em maneiras de tornar o esporte ainda mais seguro. É claro que o automobilismo está mais seguro do que foi a quase 20 anos atrás, mas ainda acontecem mortes e é necessário evoluir mais e mais. 

Se a F1 fez a lição de casa, outras categorias devem fazer o mesmo. O acidente de Wheldon (que foi uma fatalidade) serve para mostrar que a F-Indy ainda tem que melhorar segurança para evitar novas mortes. Que o sacrifício de Dan, assim como o de Senna, sirva para o benefício de muitos.




Abs,
Vinícius Ferreira


_________________________________________________________________________________________________