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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Kimi Raikkonen e mais um... Quem paga mais?




Kimi Raikkonen está de volta à Fórmula-1 para correr pela Lotus-Renault. O homem de gelo está de volta!? E daí? Não acho nada excepcional. Não esperem que ele  volte pilotando em alto nível. Schumacher que era um piloto muito melhor que o Finlandês ficou dois anos fora e quando voltou estava irreconhecível, toma uma surra do companheiro de equipe e faz uma barbeiragem atrás da outra.

A volta do campeão de 2007 mexe muito mais com a dança das cadeiras de 2012 do que com o espetáculo em si. Com o anuncio desta terça-feira (29), apenas uma vaga fica em aberto na Lotus-Renault. O finlandês de 32 anos vai correr pela escuderia francesa nos próximos dois anos. Assim, o brasileiro bruno Senna terá de disputar a vaga com Vitaly Petrov, Romain Grosjean. Ainda assim uma vaga que não deve durar uma temporada inteira, já que o retorno de Kubica ao posto de de titular é certo, caso ele se recupere da lesão causada pelo acidente. 

A esperança para qualquer um dos três é torcer pela desgraça alheia. Ou a não recuperação de Kubica ou um desempenho tão pífio de Raikkonen, que obrigue a equipe a rescindir o contrato com o Finlandês (assim como aconteceu com Heidfeld esse ano).

Senna

As chances do brasileiro se fiam em bases muito frágeis. É certo que a equipe gostou do trabalho do brasileiro e vê talento em Bruno. Além disso, tem a reedição da combinação Senna+Lotus, o que é um marketing muito interessante. Mas, no círculo da F1, se você não é grande e ganha as corridas, precisa de verba para pagar as contas. E, infelizmente, mais da metade das vagas na F1 dão lugar ao dinheiro e não ao talento. A menos que Bruno consiga um patrocinador forte, que invista pesado no piloto, as chances são pequenas.

Petrov

Se o negócio é dinheiro, Petrov é quem corre na frente. O piloto russo tem um forte patrocínio de seu país. E não há dúvida de que esse foi seu passaporte para a F1, afinal, tomar surra de Bruno Senna, um piloto novato, que entrou no meio da temporada, é vergonhoso. Mas se ficar com a vaga vai ser apenas pela grana.

Grosjean

Esse conta com a nacionalidade francesa e um possível interesse da montadora em ver um francês de volta ao cockpit de um F1. Mas, se fosse o caso, não teriam feito a promoção do Bruno no meio do ano. Então aco remota a possibilidade. Claro que o dinheiro (sempre ele na questão) pode decidir a questão.

Kubica

Esse tem vaga certa. O único que volta pelo talento. Claro que uma aposta em Bruno (sem um patrocinador milionário) também seria uma aposta no talento. 

Indiretamente quem se deu bem com a disputa foi o outro Brasileiro: Rubens Barrichello. Ele tinha a vaga na Willians incerta (e ainda tem), mas a coisa ficou um pouco melhor. Dinheiro a Willians já tem, este vem de Pastor Maldonado, bancado pela estatal Venezuelana PDVSA. É óbvio que esse é o único motivo de um piloto tão medíocre estar na F1. Então o que falta? Mais dinheiro. A Willians quer voltar a ser grande, mas ainda precisa de verba para isso. Trazer Raikkonen podia atrair um bom patrocínio. O trunfo de Rubinho é a experiência (isso Raikkonen também traria à equipe junto com o dinheiro). 

Quem ainda pode ameaçar a vigésima temporada de Barrichello seria Adrian Sutil (o que acho improvável, a menos que tenha muita grana envolvida). Piloto por piloto sou mais o Rubinho (não tem comparação). Outro ameaça agora poderia ser Bruno Senna. Caso não consiga a vaga na Lotus, um bom patrocínio aliado ao talento que já demonstrou seriam boas credenciais (Além de mais um uso de marketing do nome Senna, novamente Senna+Willians).  

Seis campeões na mesma temporada

Com o retorno de Raikkonen, o Mundial de Fórmula-1 terá pela primeira vez na história seis campeões no grid. Além do finlandês, estarão na pista, o heptacampeão Michael Schumacher (Mercedes), os bicampeões Fernando Alonso (Ferrari) e Sebastian Vettel (RBR) e os campeões Lewis Hamilton (McLaren) e Jenson Button (McLaren).

Abs,
Vinícius Ferreira



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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carros da F1 podem virar "caças" após acidente que vitimou de Wheldon na F-Indy



Após o acidente que vitimou o britânico Dan Wheldon, a Federação Internacional de Automobilismo (Fia) voltou a discutir a possibilidade de um cockpit coberto. Em maio deste ano um teste foi comandado pela entidade, com supervisão do presidente Jean Todt. Esse teste foi motivado pelo incidente com Massa, que atingido por uma peça (uma mola que soltou do carro de Barrichello, no GP da Hungria, em 2009), teve ferimento grave na cabeça e correu risco de vida (na foto acima está um protótipo desenhado por Adrian Newey).

Massa é atingido por uma mola que se desprendeu do carro de Barrichello no GP da Hungria, em 2009.

A proteção discutida na F1 é baseada na mesma tecnologia utilizada nos caças, que se saiu melhor do que a tentativa de usar uma cobertura de policarbonato simples. abaixo o vídeo do teste realizado em maio.




O "canopy", como é conhecida na aeronáutica, a cobertura do cockpit dos caças, ainda é uma discussão polêmica na categoria.                                                                                                                                                                                                                Dificuldades como alegam a dificuldade de retirar a cobertura em um eventual resgate dos pilotos, a condensação do ar interno (que poderia embaçar a cobertura) e o reflexo do sol como empecilhos para o novo acessório.

Mas se driblar todas essas discussões e for realmente implementado, não pensem que o acessório é novidade na categoria. Pesquisando, acabei encontrando a foto do carro da Brabham de 1967. O BT-19, que deu o título de pilotos ao neozelândes Denny Hulme naquele ano, foi pilotado em um teste (na foto ao lado) por Jack Brabham (em Monza). Ele contava com o acessório, que acabou não vingando.

Adotar o cockpit coberto seria uma medida inteligente. A 300km/h uma pedrinha atingindo um capacete é como se fosse um tiro à queima roupa, imagina uma mola de 1kg (que atingiu Massa na Hungria) ou um Pneu de quase 20kg (que atingiu Senna em Ímola). 


Abs,
Vinícius Ferreira

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