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domingo, 23 de setembro de 2012

F1: Bruno e Felipe fazem grande corrida e quase batem em disputa no final

Brasileiros protagonizaram grande corrida em Cingapura.
 O final de semana dos brasileiros Bruno Senna e Felipe Massa parecia ter começado com o pé esquerdo após o péssimo treino de classificação no sábado (22). Bruno não conseguiu avança para Q3, ficou em 17º e de quebra ainda teve que troca a caixa de câmbio, perdendo assim 5 posições, largando na 22ª. Além disso, viu o companheiro de equipe avança e largar na segunda posição.

Petrov atinge Felipe que para e volta em último.
Felipe foi um pouco melhor do que Bruno no treino, mas também não conseguiu avançar para a Q3 e ficou apenas em 13º, enquanto Alonso levou a Ferrari à 5ª posição no grid.

Na largada do grande prêmio de Singapura a situação foi distinta para os dois brasileiros. Bruno ganhou algumas posições em uma largada arrojada, pulando para 17º. Felipe também largou bem, mas viu o afobado Petrov furar seu pneu traseiro esquerdo, obrigando o piloto da Ferrari a ir para os boxes e voltar para a pista quase 30 seg astrás do último colocado.

A corrida parecia cabada para Felipe. Enquanto Bruno começava a brigar por posições e avançar aos poucos. Massa, sem nada a perder e com pista livre, começou a surpreender. Enquanto os líderes viravam na casa de 1'56", Felipe conseguia virar 1seg e meio mais rápido e não demorou até começar a alcançar os últimos colocados.

Saffety Car reviveu chances de brasileiros
 chegarem na zona de pontuação.
Na 20ª volta, Felipe já era o 18º e Bruno o 12º. O que poderia aumentar as chances dos dois brasileiros aconteceu. Primeiro, na 33ª passagem, o indiano Narain Karthikeyan bateu no muro da curva 18 e provocou a entrada do carro de segurança. As sessões de Pit começaram, e os brasileiros se beneficiaram. Além disso, com o Safety Car, as diferenças acabaram.

Bruno conseguiu ocupar o 14º lugar atrás do carro madrinha, enquanto Felipe o 16º. Parecia que a corrida dos brasileiros seguiria novamente em ritmo lento de avanço das posições no grid e seria difícil alcançar  a zona de pontuação. Até que, na 43ª volta o alemão Michael Schumacher fez o grande favor de se atrapalhar ao ultrapassa Verne da Toro Rosso e tirar ambos da corrida. Assim, Bruno e Felipe galgaram mais duas posições (nessa altura Felipe já tinha assumido a 15ª) ficando em 12º e  13º.

Briga acirrada entre brasileiros quase estraga grande corrida

Em disputa polêmica e dura, Massa e Senna se tocam e quase abandonam a prova.
Foi aí que a disputa esquentou entre Felipe e Bruno. Se fora da pistas os compatriotas são amigos (ou pelo menos não são inimigos) dentro dela a história é outra. Quem não lembra da primeira prova do ano em que ambos abandonaram após baterem em tentativa de ultrapassagem de Felipe em cima de Bruno? E de quase baterem na prova seguinte? 

Com pneus supermacios e desempenho melhor que o compatriota da Willians. Felipe sabia que tinha que passar Bruno logo para aproveitar o desempenho dos pneus antes que eles se desgastassem demais (já que teria que seguir até o final da corrida com eles). E foi o que o ferrarista fez. 

Bruno se defendeu bem na primeira tentativa de Felipe, na segunda chegaram a se tocar. A tentativa de ultrapassagem foi antes da curva 13, parte mais estreita do circuito de rua de Marina Bay, o brasileiro da Ferrari foi espremido pelo compatriota (depois da corrida a Fia avaliou como normal a atitude de Bruno, que não recebeu punição).

Felipe passou e seguiu em frente. E na sequência fez ainda uma bela ultrapassagem em cima de Ricciardo da Toro Rosso (que foi comemorada efusivamente pelos mecânicos da Ferrari nos boxes). 

Hamilton abandona a prova.
Foi aí que as coisas começaram a melhorar de novo. Lá na frente mais uma baixa. O líder Hamilton, que já havia reclamado pelo rádio de "Funny Feeling" (algo estranho no carro) viu sua MacLaren deixá-lo na mão na corrida que deixaria a diferença entre ele e Alonso no campeonato em apenas 22 pontos.

Além de Hamilton alguns pit stops deiram Massa e Senna na 8ª e 9, respectivamente. Bruno ainda chegou a ser ultrapassado por Webber, antes de quebrar e abandonar a duas voltas do fim.
Bruno com problemas de  câmbio abandona corrida fantástica. Uma das melhores do piloto brasileiro na F1.

Bem largar em último e alcançar a zona de pontuação foi um resultado excelentes (mesmo que o carro não tenha resistido no caso de Bruno). O torcedor brasileiro tem que deixar de ser extremista e passar a apreciar a corrida. Claro que seria bom ver um brasileiro disputando o título, ver Massa de novo como em 2008. Mas, corrida é mais do que isso.
Vettel herda a posição de Hamilton e fatura vitória em Cingapura.

Confira a classificação em Cingapura:

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 2h00m26s144

2 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 8s959
3 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 15s227
4 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 19s063
5 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 34s759
6 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 35s700
7 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 36s600
8 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 42s800
9 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 45s800
10 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 50s600
11 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 47s100 (*)

1112 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
14 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 1 volta
15 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 1 volta (**)
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 1 volta
17 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - a 1 volta

* Mark Webber teve 20s adicionados ao seu tempo final por ultrapassar Sergio Pérez de forma irregular
** Charles Pic teve 20s adicionados ao seu tempo final por realizar ultrapassagem sob bandeira vermelha no treino livre

Não completaram: 


Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a duas voltas
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a duas voltas
Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - a 21 voltas
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 21 voltas
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 23 voltas
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - a 29 voltas
Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 47 voltas


Classificação Mundial de Pilotos
PONTOSVITÓRIAS
       FERNANDO ALONSO (ESP/FERRARI)1943
eiraSEBASTIAN VETTEL (ALE/RBR-RENAULT)1652
bandeiraKIMI RAIKKONEN (FIN/LOTUS-RENAULT)1490
bandeiraLEWIS HAMILTON (ING/MCLAREN-MERCEDES)1423
bandeiraMARK WEBBER (AUS/RBR-RENAULT)1322
bandeiraJENSON BUTTON (ING/MCLAREN-MERCEDES)1192
bandeiraNICO ROSBERG (ALE/MERCEDES)931
bandeiraROMAIN GROSJEAN (FRA/LOTUS-RENAULT)820
bandeiraSERGIO PEREZ (MEX/SAUBER-FERRARI)660
bandeiraFELIPE MASSA (BRA/FERRARI)510
bandeiraPAUL DI RESTA (ESC/FORCE INDIA-MERCEDES)440
bandeiraMICHAEL SCHUMACHER (ALE/MERCEDES)430
bandeiraKAMUI KOBAYASHI (JAP/SAUBER-FERRARI)350
bandeiraNICO HULKENBERG (ALE/FORCE INDIA-MERCEDES)310
bandeiraPASTOR MALDONADO (VEN/WILLIAMS-RENAULT)291
bandeiraBRUNO SENNA (BRA/WILLIAMS-RENAULT)250
bandeiraJEAN-ERIC VERGNE (FRA/STR-FERRARI)80
bandeiraDANIEL RICCIARDO (AUS/STR-FERRARI)60
bandeiraTIMO GLOCK (ALE/MARUSSIA-COSWORTH)00
andeiraHEIKKI KOVALAINEN (FIN/CATERHAM-RENAULT)00
bandeiraVITALY PETROV (RUS/CATERHAM-RENAULT)00
bandeiraCHARLES PIC (FRA/MARUSSIA-COSWORTH)00
bandeiraNARAIN KARTHIKEYAN (IND/HRT-COSWORTH)00
bandeiraPEDRO DE LA ROSA (ESP/HRT-COSWORTH)00



Abs,
Vinícius Ferreira

     
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Kimi Raikkonen e mais um... Quem paga mais?




Kimi Raikkonen está de volta à Fórmula-1 para correr pela Lotus-Renault. O homem de gelo está de volta!? E daí? Não acho nada excepcional. Não esperem que ele  volte pilotando em alto nível. Schumacher que era um piloto muito melhor que o Finlandês ficou dois anos fora e quando voltou estava irreconhecível, toma uma surra do companheiro de equipe e faz uma barbeiragem atrás da outra.

A volta do campeão de 2007 mexe muito mais com a dança das cadeiras de 2012 do que com o espetáculo em si. Com o anuncio desta terça-feira (29), apenas uma vaga fica em aberto na Lotus-Renault. O finlandês de 32 anos vai correr pela escuderia francesa nos próximos dois anos. Assim, o brasileiro bruno Senna terá de disputar a vaga com Vitaly Petrov, Romain Grosjean. Ainda assim uma vaga que não deve durar uma temporada inteira, já que o retorno de Kubica ao posto de de titular é certo, caso ele se recupere da lesão causada pelo acidente. 

A esperança para qualquer um dos três é torcer pela desgraça alheia. Ou a não recuperação de Kubica ou um desempenho tão pífio de Raikkonen, que obrigue a equipe a rescindir o contrato com o Finlandês (assim como aconteceu com Heidfeld esse ano).

Senna

As chances do brasileiro se fiam em bases muito frágeis. É certo que a equipe gostou do trabalho do brasileiro e vê talento em Bruno. Além disso, tem a reedição da combinação Senna+Lotus, o que é um marketing muito interessante. Mas, no círculo da F1, se você não é grande e ganha as corridas, precisa de verba para pagar as contas. E, infelizmente, mais da metade das vagas na F1 dão lugar ao dinheiro e não ao talento. A menos que Bruno consiga um patrocinador forte, que invista pesado no piloto, as chances são pequenas.

Petrov

Se o negócio é dinheiro, Petrov é quem corre na frente. O piloto russo tem um forte patrocínio de seu país. E não há dúvida de que esse foi seu passaporte para a F1, afinal, tomar surra de Bruno Senna, um piloto novato, que entrou no meio da temporada, é vergonhoso. Mas se ficar com a vaga vai ser apenas pela grana.

Grosjean

Esse conta com a nacionalidade francesa e um possível interesse da montadora em ver um francês de volta ao cockpit de um F1. Mas, se fosse o caso, não teriam feito a promoção do Bruno no meio do ano. Então aco remota a possibilidade. Claro que o dinheiro (sempre ele na questão) pode decidir a questão.

Kubica

Esse tem vaga certa. O único que volta pelo talento. Claro que uma aposta em Bruno (sem um patrocinador milionário) também seria uma aposta no talento. 

Indiretamente quem se deu bem com a disputa foi o outro Brasileiro: Rubens Barrichello. Ele tinha a vaga na Willians incerta (e ainda tem), mas a coisa ficou um pouco melhor. Dinheiro a Willians já tem, este vem de Pastor Maldonado, bancado pela estatal Venezuelana PDVSA. É óbvio que esse é o único motivo de um piloto tão medíocre estar na F1. Então o que falta? Mais dinheiro. A Willians quer voltar a ser grande, mas ainda precisa de verba para isso. Trazer Raikkonen podia atrair um bom patrocínio. O trunfo de Rubinho é a experiência (isso Raikkonen também traria à equipe junto com o dinheiro). 

Quem ainda pode ameaçar a vigésima temporada de Barrichello seria Adrian Sutil (o que acho improvável, a menos que tenha muita grana envolvida). Piloto por piloto sou mais o Rubinho (não tem comparação). Outro ameaça agora poderia ser Bruno Senna. Caso não consiga a vaga na Lotus, um bom patrocínio aliado ao talento que já demonstrou seriam boas credenciais (Além de mais um uso de marketing do nome Senna, novamente Senna+Willians).  

Seis campeões na mesma temporada

Com o retorno de Raikkonen, o Mundial de Fórmula-1 terá pela primeira vez na história seis campeões no grid. Além do finlandês, estarão na pista, o heptacampeão Michael Schumacher (Mercedes), os bicampeões Fernando Alonso (Ferrari) e Sebastian Vettel (RBR) e os campeões Lewis Hamilton (McLaren) e Jenson Button (McLaren).

Abs,
Vinícius Ferreira



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