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sábado, 15 de março de 2014

Mais treinos e mais incógnitas

Se não for o mais rápido, pelo menos o carro da Williams é certamente o mais bonito de 2014.


Daqui a instantes a F1 começa de fato. Chega de testes, chega de palpites, apostas, de jogo, de imaginar quem está andando com pé embaixo e quem está testando durabilidade. Às 3h (de Brasília), às 14h lá em Melborne, vamos finalmente ver se os parâmetros da pré-temporada vão se confirmar.

Vimos em Jerez e Sakhir uma Mercedez com durabilidade, marcando os melhores tempos em quase todas as sessões. Vimos uma Williams voltando a chamar a atenção como no passado mais glorioso, com o Massa marcando o melhor tempo da pré-temporada. Vimos uma Ferrari com uma das pré-temporadas mais promissoras desde o campeonato de 2008. Vimos também o fiasco das equipes de motor Renault, especialmente o da atual campeã.

Confiabilidade é a palavra-chave para domingo. Será que a Mercedez vai ser leão de treino como no início da temporada de 2013?


Mas, quando os carros desembarcaram na Austrália, os parâmetros mudaram. A Williams não foi tão brilhante assim, ainda que andando sempre entre os dez primeiros. Massa declarou que está focando no desempenho na corrida, que não andou com pé embaixo, buscando a volta mais rápida, veremos. 

O carro da Red Bull não é tão mal nascido assim. Pelo menos se mostrou rápido. Finalmente, tivemos a chance de vê-lo andando de verdade. A questão é saber se ele aguentará até o final da corrida. A Ferrari, parece estar melhor do que se mostrou na pré-temporada, pelo menos guiada por Alonso, já que Kimi tomou pelo menos 0,5s do companheiro em todos os treinos. 

A Ferrari escondeu o jogo na Pré-temporada?


Na McLaren, enquanto Button mostrou o valor da experiência, Magnussen não apresentou o brilho dos testes de janeiro e fevereiro. Na Force India, a expectativa de que o time vai subir mais um degrau na categoria foi frustrada pela queda de rendimento no circuito de rua. Já nas demais - STR, Lotus, Marussia, Cateham, Sauber - mais uma vez fica a impressão de que 2014 será um ano longo... difícil. 

Mas, mesmo depois de três sessões de treinos livres em Albert Park, ainda parece cedo para definir quem realmente está forte, quem está se preocupando em se destacar nos treinos para os patrocinadores e para a mídia e quem está fazendo um trabalho focando na corrida. 

Fim do martírio da pré-temporada?


Além disso, com tudo tão novo na categoria, o fato é que a posição de largada dificilmente será repetida no final da tarde de domingo. A pouca experiencia com os novos carros ainda pode reservar surpresas à pilotos e engenheiros. Teremos muitas quebras, nada tão absurdo quanto "nenhum carro cruzar a linha de chegada", mas a corrida ainda é uma incógnita. Se dará bem, quem se adaptar mais rápido à nova F1, entender rapidamente o carro, ter um equipamento minimamente durável e rápido.

Será essa a expressão de Massa no fim da temporada?


Abs,
Vinícius Ferreira

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Schumacher anuncia aposentadoria da Fórmula-1... de novo!

Schumacher anuncia novo fim de carreira.


Éhh.... melancolicamente  o maior campeão da F1 dá adeus à categoria.... de novo. Os tempos são outros e nesse esporte a evolução tem de ser constante para manter o alto rendimento. Mais do que isso, tem que ter tesão para continuar guiando um F1. E não parecia que Schumacher ainda tinha essa vontade toda de estar guiando na principal categoria do automobilismo.

Também.... o cara bateu praticamente todos os recordes que se podia bater e em alguns alcançou números que não parecem que serão batidos tão cedo. Superou (em número de vitória e títulos) os maiores gênios da categoria (vide Senna, Prost e Fangio). O que mais o multi campeão Michael Schumacher teria para fazer na F1? O que mais teria para alcançar?

Ele voltou porque a aposentadoria estava chata. Querendo ou não sentia falta da agitação dos grandes prêmios das viagens, mas não tinha motivação para querer ser o primeiro novamente. Foi batido inúmeras vezes pelo jovem companheiro de equipe Nico Rosberg, nos três anos que guiou pela Mercedez (2010-2012). Neste ano, depois de muitas críticas ainda deu mostras de que não estava "enferrujado". Só não tinha motivação. E quando essa motivação veio por meio de críticas ele ainda deu mostras do que pode fazer.

Mesmo não sendo brilhante, vem batendo o companheiro de equipe em várias corridas ao longo da temporada. Voltou a subir no pódio. Poderia continuar na categoria, se quisesse. Mas por que fazer isso?

Pensa bem? 

- O cara não tem mais o que ganhar;
- Não há vagas mais em equipes competitivas (não acredito no retorno à Ferrari);
- A Sauber tem um bom carro esse ano, mas e no ano que vem?;

Está na hora de pendurar o capacete e curtir a aposentadoria. Se não quiser se afastar de vez da F1, vira diretor técnico em algum time, empresário de piloto. Ou vai se divertir em categorias menos competitivas. 

Minha única preocupação é em relação à memória do torcedor. Que não fique a imagem desse Schumacher dos últimos três anos: afobado, atrapalhado e batido por um companheiro menos experiente. Schumacher foi um dos maiores de todos os tempos (pelo menos enquanto haviam números a serem batidos). Querem saber quem foi Schumacher? Pesquisem sobre as temporadas de 94-2004... especialmente durante os anos de 2000-2004.

Quer saber que foi Schumacher? Procure por esse cara aí da foto, nos anos de 94 à 2004.


Antes de massacrar o alemão com críticas conheçam a história de um dos maiores pilotos de todos os tempos. Em tenham um pouco de paciência com as fanfarronices de um ex-piloto que ainda queria se divertir na categoria.

Abs,
Vinícius Ferreira
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